Blitz!
Vendi meu carro e na hora de entregar o documento de transferência , o vendedor da concessionária me disse que eu tinha que reconhecer a minha firma em cartório. O detalhe é que eu estava na frente do cara , com o meu RG na mão, eu era o Leonardo e ainda assim, eu tinha que provar que aquela assinatura , que eu estava assinando na frente do sujeito era minha de fato . Ok. Fui até o cartório, abri uma firma , reconheci a bagaça e fim da história. Aí, ontem eu tava no supermercado e depois de quarenta minutos na fila, descobri que o meu cartão tinha ficado com a Glaucia e que por isso teria que pagar as compras com cheque. Doce ilusão. Ninguém mais aceita cheque nesse país a não ser que o cliente esteja devidamente fichado ou cadastrado em algum banco de dados que te filtra dos caloteiros espalhadaos pelo Brasil. Houve um tempo em que os vendedores consultavam o seu CPF no SERASA. Era uma época onde a simplicidade orientava a nossa relação com o cheque enquanto documento. Agora a gente tem comprovar a renda dos últimos cinco anos, mostrar antecedênte criminal, referência bancária, exame de próstrata e etc. Então, eu me lembrei de quando eu precisei de fiador pra alugar um apartamento e toda a via cruxis do processo. E só tô escrevendo isso tudo pra concluir que a gente mora num país onde voce é tratado como um malandro caloteiro até provar o contrário a custa de muito documento, fiador e assinatura reconhecida em cartório.
Sei lá. Só um desabafo. E um pretexto pra voltar a escrever por aqui. Confesso que ando com muita preguiça...
Escrito por Leonardo Cortez às 00h32
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