Curitiba, 12 de outubro de 2007
Que direito eu tenho de verter essas lágrimas e de lamentar a sua ausência quando tudo o que nos resta é festejar essa vida plena e gentil?
Como nomear esse previlégio de tê-lo ao meu lado nos cafés de Curitiba, onde por coincidência estou agora, passando pelas esquinas que me lembram sua linda história, generosamente compartilhada com um moleque embevecido que te conhecia como artista, mas não imaginava a grandeza dessa alma que agora é eterna.
A tua paixão pela arte deveria sera bússula de cada ator. Será a minha, acredite.
Curioso eu estar em cena no exato momento da sua partida, no mesmo palco pisado por ti, três anos atrás. A madeira não range mais sob teus pés, mas meu coração e o coração de tanta gente será sempre esse universo de lembranças e gratidão, meu querido Paulo Autran.
Escrito por Leonardo Cortez às 23h28
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