O Dia Seguinte
Sexta-feira de manhã. Ontem o espetáculo foi lindo. Contrariando a escrita do segundo dia zicado, ontem a casa tava cheia e a peça funcionou maravilhosamente, encerrando a fase de apresentações urucadas que perdurava desde a nossa malfadada temporada lá em Santo André. Tô muito orgulhoso de ter reestreiado Escombros. A peça tá se ajustando. As substituições funcionaram imensamente e a gente tá se afinando entre um erro ou outro que ninguém da platéia percebe. E tô muito à vontade no Espaço dos Parlapatões. As pessoas são ótimas, a equipe é gentilíssima e o cafezinho expresso é excelente.
Em tempo: o filho do Jabá dever estar nascendo agora. Ontem a mulher dele, a Claudia, assistiu o espetáculo, entre uma contração e outra. Daqui há alguns anos, o Jabá vai contar pro filho que quando ele nasceu, o pai tava estreando uma peça, que todo mundo ficou um pouco tenso, que a estréia quase foi adiada e etc. E quer saber? Tô feliz de participar de algum jeito do começo da história de vida do Pedro.
Fiquem com Deus.
Escrito por Leonardo Cortez às 08h58
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Hoje, ontem , ultimamente
Hoje eu fui nos Parlapatões aprumar as coisas pra estréia. Pô, o Fred tava lá. O Fred tem se dedicado ao cinema, mas ainda é meu parceiro. E uma das vantagens de se trabalhar com Fred é que ele cuida de coisas que eu não tenho o mínimo saco de cuidar num espetáculo, como a luz e o cenário. Ele resolve todos os problemas e resolve com eficácia. A encenação dele tornou Escombros possível. Com essa história toda de cinema eu achei que ele tava numas de dar o fora. Mas hoje eu vi: ele ainda gosta de teatro. Que bom. Pra mim e pro teatro.
E ontem eu comecei a gravar o Mothern. Vou ser o ex-marido da Fernanda D´Umbra que entra na história pra disputar a guarda da filha do casal. Bom voltar a fazer televisão. Gosto muito dessa história toda de "ação", "corta", "temos" e etc. Tem o chá de cadeira, mas quando você faz a cena bem feita no meio de toda a balbúrdia, compensa à beça. E o melhor de tudo é que eu tô fazendo esse trabalho em São Paulo. Muito bom fazer um personagem que quer ficar com a filha dentro de um esquema que não me obriga a ficar longe da minha filha.
Tem sido muito difícil ficar longe da minha filha ultimamente.
Escrito por Leonardo Cortez às 22h10
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