primeiro ensaio
Primeira leitura com o Lazzaratto e um monte de questões em aberto. Modificações no texto e na maneira de enxergar os personagens. Pra variar, eu tenho que me livrar dos velhos vícios de interpretação. Eu sei. Sou um ator viciado. Minha tendência é sempre fazer a mesma coisa pra se sentir à vontade em cena. Tá na hora de frequentar de novo o Leonardólatras Anônimos, naquelas sessões presididas por mim mesmo onde eu constato, aterrorizado, o quanto eu sou óbvio.
A produção tem que ser tocada por alguém mais profissional. O dinheiro uma hora vai ter que aparecer porque agora colocar isso tudo em cena é inevitável. Muito bom ouvir a sensatez do nosso diretor. Muito bom compartilhar do entusiasmo do Jabá e testemunhar o Gui se convencendo de que a gente está fazendo a coisa certa. Bom ter o Rinaldo de volta e muito bom perceber, de novo, a grande atriz que é a minha mulher.
E de novo, a velha alegria de constatar que a obra não é mais minha e sim de todo esse exercíto brancaleônico arrigimentado por esse general inseguro que vos fala.
Escrito por Leonardo Cortez às 00h11
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